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NOTÍCIAS
Cumprimento à risca do projeto e das recomendações dos fornecedores é fundamental para garantir segurança na execução da estrutura
by Téchne / PINI - Edição 213 - Dezembro / 2014
Leveza e alta capacidade de carga são algumas das vantagens inerentes aos sistemas de escoramento metálico em aço e alumínio, compostos, basicamente, por torres e escoras pontuais. Feito de acordo com as especificidades da obra, o projeto executivo do escoramento determina, por exemplo, o espaçamento de apoios e vigas metálicas em função das cargas atuantes. Seguir à risca as orientações do projetista ou do fornecedor do sistema evita acidentes no trabalho e o colapso estrutural.
Torres e escoras costumam ser especificadas em conjunto numa mesma obra, associadas às vigas principais e transversinas de perfis metálicos, barrotes e contrabarrotes. A regulagem de altura das torres de escoramento acontece por meio de sapatas na base e forcados no topo. Nos escoramentos pontuais, a regulagem é feita por tubos denominados flautas.
EM 2015, REQUERER SEGURO-DESEMPREGO SERÁ SÓ PELA INTERNET
Garantias de Obra
by Alfredo Lara
Prazo de Garantia: é o período de tempo em que é elevada a probabilidade de que eventuais vícios ou defeitos em um sistema, em estado de novo, venham a se manifestar, decorrentes de anomalias que repercutam em desempenho inferior àquele previsto.
Prescrição: é a extinção do prazo legal, pela inércia do interessado, dentro do qual ele poderia pleitear de outrem, através de uma ação judicial, o cumprimento de um dever jurídico, ou a liberação de uma obrigação.
Decadência: é a perda, perecimento ou extinção do direito em si, por conseqüência da inércia ou negligência no uso de prazo legal ou direito a que estava subordinado.
Deve-se ressaltar que durante o prazo de garantia da construção civil, geralmente interpretado como sendo de 5 anos (no que diz respeito aos vícios construtivos), cabe aos proprietários, condomínios e administradoras de condomínios fazerem as manutenções previstas nos Manuais do Proprietário e do Síndico (entregues com a documentação da obra), substituindo inclusive materiais cuja duração seja inferior a cinco anos.

60% dos engenheiros não trabalham na área
by Estado de São Paulo - 29 de abril de 2014
Uma parcela de 58% dos engenheiros brasileiros não trabalha em sua área de formação, mostra um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em estatísticas do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, seis de cada dez engenheiros brasileiros não trabalham com engenharia. O levantamento aponta que de 680.526 engenheiros empregados, apenas 286.302 (42%) trabalham na área e, dentro desse grupo, 65% atuam na região Sudeste. Do total de ocupados com engenharia, pouco mais da metade está no setor industrial, que atrai 153.341 profissionais (54%).
Para a CNI, esses resultados são motivo de preocupação para o setor produtivo, argumentando que "os engenheiros são os profissionais que levam a inovação e competitividade para as empresas".
"A indústria que investe em inovação requer profissionais prontos, com visão de mercado, habilidades de gestão, de trabalho em equipe, aplicação de leis e normas técnicas e domínio de idiomas estrangeiros, principalmente o inglês. Mas os engenheiros saem das universidades brasileiras com excesso de teoria e falta de prática. Como não estão prontos para a indústria, buscam outros setores", avalia o diretor de Educação e Tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi.

*CDC – Código de Defesa do Consumidor
**NCC – Novo Código Civil
***Vícios Redibitórios são vícios ocultos que diminuem o valor da coisa ou a tornam imprópria ao uso a que se destina, e que, se fossem do conhecimento prévio do comprador, ensejariam pedido de abatimento do preço pago, ou inviabilizariam a compra (NBR 13752/1996).
ABNT estabelece normas para reformas de casas e apartamentos
Jornal Hoje, edição do dia 17/04/2014
Objetivo da ABNT é regular o setor e prevenir acidentes. A partir de agora, quem for reformar a casa, derrubar uma parede, instalar ar condicionado ou trocar o piso, terá que contratar um engenheiro ou arquiteto para fazer um projeto.
A decisão é da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que quer regular o setor e prevenir acidentes. Pequenos reparos, como pintura da parede ou colocação de gesso no teto, por exemplo, não se encaixam nas novas regras da ABNT.
Por outro lado, também entram nessa lista: a troca de canos, janelas e as instalações elétricas e a gás. O dono do apartamento terá que apresentar ao síndico do condomínio um projeto de reforma, com o material que será usado, a quantidade e a duração da obra.
“Quando você quer substituir as fechaduras ou portas, evidentemente que é uma coisa muito simples, não requer nenhuma habilitação de profissional. Mas quando você trata de elementos estruturais, que dão estabilidade para sua edificação, para sistemas importantes, como o elétrico e sistema a gás, você precisa de uma análise para saber quais as consequências quando você intervém nesses sistemas”, explica Ricardo Pina, coordenador da Comissão de Estudos de Reformas em Edificações da ABNT.
A necessidade de criar a norma veio depois de tragédias como a do dia 25 de janeiro de 2012, no centro do Rio de Janeiro. O Edifício Liberdade, de 20 andares, que passava por reformas, desabou e levou abaixo dois prédios vizinhos, dezessete pessoas morreram.
A ABNT não tem o poder de fiscalizar ou punir, mas as regras servem de código de conduta na construção, para os profissionais, serve como referência, como procedimentos a adotar e os municípios tendem a incorporar essas normas da ABNT dentro dos seus códigos de obras, seus códigos de postura. Cada município tem regras bastante claras e a ABNT serve para dar parâmetro claro do ponto de vista técnico, para que essa legislação possa se aprimorar.
Confira abaixo serviços que precisarão da autorização de um profissional da área:
- Instalação ou reforma de equipamentos industrializados;
- Reforma do sistema hidrossanitário;
- Reforma ou instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndio;
- Instalações elétricas;- Instalações de gás;
- Reforma ou instalação de aparelhos de dados e comunicação;
- Reforma ou instalação de aparelhos de automação;
- Reforma ou instalação de ar-condicionado exaustão e ventilação;
- Instalação de qualquer componente à edificação, não previsto no projeto original ou em desacordo com o manual de uso, operação e manutenção do edifício ou memorial descritivo;
- Troca de revestimentos com uso de marteletes ou ferramentas de alto impacto, para retirada do revestimento anterior;
- Qualquer reforma para substituição ou que interfira na integridade ou na proteção mecânica;
- Qualquer reforma de vedação que interfira na integridade ou altere a disposição original;
- Qualquer reforma, para alteração do sistema ou adequação para instalação de esquadrias ou fachada-cortina e seu componentes;
- Qualquer intervenção em elementos da estrutura, como furos e aberturas, alteração de seção de elementos estruturais e remoção ou acréscimo de paredes.
Construção a seco em Ponta Grossa (PR) com a utilização de mão de obra qualificada e bem treinada, gera redução de resíduos
Elian Guimarães - Estado de Minas - Publicação: 13/09/2012
Uma tecnologia de construção a seco foi utilizada pela primeira vez no programa Minha casa, minha vida, na cidade de Ponta Grossa, Paraná. O projeto-piloto, que entregou, no fim de agosto, 40 das 300 casas construídas (260 em alvenaria tradicional), serviu de laboratório para a empresa Saint-Gobain, que se baseou nos resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Segundo o diretor de projetos e marketing da Habitat, da Saint-Gobain, Paulo Perez, o sistema construtivo a seco, conceito já usado em vários países, é uma fórmula leve de construção que substitui as tradicionais alvenarias. É industrializado e composto por estrutura de perfis leves de aço, revestida por diversos materiais. O revestimento exterior é feito com placas planas de fibrocimento, sem amianto.

A estrutura de aço pré-fabricada chega em partes ao canteiro de obras e a casa é montada no local. Posteriormente, é colocado o telhado, o revestimento externo e o isolamento térmico: “É uma montagem de uma casa na estrutura, onde tudo chega na obra na dimensão que será utilizada.”
A vantagem, segundo Perez, está na velocidade de construção. Considerando a fundação pronta, uma construção tradicional levaria 40 dias para estar no ponto de acabamento. Com o sistema, o prazo é de nove dias. Além do desperdício de materiais próximo de zero, tudo já vai parao canteiro de obras sob medida e o construtor não precisa dispor de espaços para manejo de rejeitos. Isso resulta numa obra mais limpa, melhor organizada, mais segura, melhor administrada e com o mínimo de impacto no ambiente.

Norma sobre carrinho de mão na construção civil é publicada. Novo texto aborda requisitos técnicos de fabricação e métodos de ensaio do equipamento
Isabelle A. Dal Maso - Téchne - Publicação: 14/Fevereiro/2014
A nova norma NBR 16.269:2014 - Ferramentas manuais - Carrinho de mão na construção civil entrará em vigor mês que vem, a partir do dia 7 de março. Entre suas principais exigências, o texto define os requisitos técnicos de fabricação, como material, acabamento, formas e dimensões e os métodos de ensaio para avaliação da resistência do pneu e do produto completo usado para a construção civil.
O texto foi revisado pela Comissão Brasileira da Associação Brasileira de Ferramentas Manuais e de Usinagem (CB-060) e segundo o engenheiro Carlos Martins, gestor da comissão, tem o objetivo de garantir a qualidade e a durabilidade do produto para o trabalho em construção civil.
Sobre os impactos que o novo texto pode ter no mercado, o engenheiro comentou que as normas técnicas garantem ao consumidor um produto de qualidade, uma vez que os requisitos exigidos determinam segurança, funcionalidade e durabilidade do produto e facilitam o dia a dia do trabalhador.